sound byJbgmusic

Últimas Notícias

Por Dr. Pedro Francisco

A ciência humana apresenta um prazo de validade curto, o que sabemos hoje, amanhã descobre-se que não tem peso em relação à verdade. As teorias científicas válidas para explicar determinados fenômenos hoje, são válidas até que outra mais bem elaborada tome seu lugar.

Isto vai, cada vez mais, ampliando a própria ciência, ampliando os conceitos, fazendo-nos chegar a conhecimentos imagináveis em relação à ciência humana. No campo da espiritualidade o mesmo processo ocorre. Um conhecimento tido hoje como válido, ou muito superior, amanhã poderá ser substituído por outro, e isto Kardec já afirmava: “Se algum dia a ciência provar que o Espiritismo está errado em determinado ponto, abandone este ponto, e fique com a ciência”.

Nós espíritas, devemos estar conscientes do progresso das novas informações espirituais que chegam, mas com cuidado para não substituirmos teorias ou conceitos já avançados e estabelecidos sobre base sólida, por ideias ilusórias ou imaginárias, que brotam da cabeça de um e de outro, sem embasamento, seja no campo da ciência humana, seja no campo da própria revelação da espiritualidade maior, lembrando as informações espirituais trazidas por médiuns como Chico Xavier.

Em termos de Movimento Espírita, a expansão da ideia espírita deve ser pensada de forma diferenciada. Não é conveniente imprimir ciência avançada em meio de pessoas incultas, não é conveniente levar conceitos puramente religiosos às assembleias encerradas no campo científico.

Para que o progresso se faça paulatinamente em todas as camadas da sociedade é necessário falar ao homem inculto da terra, falar da grandeza da espiritualidade usando os conceitos e ideias presentes em sua cultura objetivando explicar algo de superior, que em última instância, irá beneficiar a vida daquela comunidade em termos de evolução espiritual. Evolução que tenderá a se espalhar e beneficiar toda sociedade com o conhecimento espírita.

Para a camada da sociedade mais afim com o pensamento científico atual, seria conveniente utilizar os parâmetros da própria ciência, mostrando os pontos de ilusão, ou de práticas não tão científicas de concepção de mundo, uma vez que os sectários e dogmáticos tendem a rejeitar e anular ideias espirituais. Desta forma, caberá a nós espíritas, trazermos a ciência para o campo da espiritualidade, trabalho esse que as AMES (Associações Médicas Espíritas) vem realizando dentro de limites que infelizmente ainda são muito estreitos.

Quanto as Escolas de Aprendizes do Evangelho, alguns acreditam, de forma incoerente, que em 1951 o trabalho foi realizado e encerrado, como uma receita com começo, meio e fim. Mas o bom senso nos sugere sua adequação no tempo e para cada região geográfica, considerando a cultura local e fundamentalmente sua finalidade que é a transformação do ser materializado, tornando-nos seres mais espiritualizados. Enfim, num homem de bem, como nos chama a atenção Allan Kardec, no Evangelho Segundo o Espiritismo.

Expomos acima o pensamento de alguns amigos espirituais que têm nos orientado, os quais, semelhantemente a nós, realizam suas pesquisas, observam os Movimentos Espíritas, os trabalhos espirituais e os médiuns com o objetivo de verificação e posterior estabelecimento de parceria entre encarnados e desencarnados beneficiando a todos, do mais pequenino até o maior.