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APOMETRIA NÃO É ESPIRITISMO!

Por Dr. Pedro Francisco Santos Neto*

Apometria não é Espiritismo, isto é uma verdade. No entanto, os contestadores da Apometria  depreciam-na, sem possuírem os conhecimentos devidos, apesar de muitas das suas técnicas e conceitos, encontrarem-se embasadas em diversas obras espíritas, como as obras de André Luiz e também em inúmeros clássicos da doutrina Espírita.

O que é  Espiritismo?  Allan Kardec no opúsculo, O que é o Espiritismo  afirma:  “O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que dimanam dessas mesmas relações. Podemos defini-lo assim: O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal”.

O que é Apometria? Segundo Dr. Lacerda, no sentido etimológico, ou seja, segundo a origem da palavra e seu significado, a palavra Apometria consiste da contração das palavras Gregas “apo” que significa, “além de” com a palavra “metria”, que significa “medida”, portanto, “além da medida”.

Além das medidas do que?  Do nosso espaço e do nosso tempo, ou seja, no atendimento espiritual pelas  técnicas da Apometria poderemos ultrapassar os limites do nosso espaço-tempo. Também num sentido restrito, pela  primeira lei da Apometria é também uma técnica de desdobramento dos corpos sutis. Mas a definição mais ampla, segundo o nosso confrade, João Pedro, da Casa do Jardim (Associação onde Dr. José Lacerda desenvolveu a Apometria) esta pode ser definida da seguinte forma: “Apometria é um método de trabalho, medianímico, que visa à terapêutica espiritual, energética e desobsessiva através de uma prática mental, fundamentada na Doutrina dos Espíritos e sistematizada em treze leis”.

Pelas definições de seus criadores entendemos a relação e as diferença entre o Espiritismo e a Apometria, pois a segunda tem todas as suas bases na doutrina dos espíritos, utilizando o magnetismo de uma forma mais prática e efetiva, consegue os resultados, já observados pelos pioneiros do espiritismo, como Léon Denis regista, no Livro “No  Invisível”, onde afirma que pelo magnetismo,   por uma vontade enérgica e persistente, nos desprendemos  do  pesadume carnal,  nos   emancipando das  leis do tempo e do espaço.

Da mesma maneira que utilizamos métodos e técnicas desobsessivas nas reuniões mediúnicas mais clássicas, como também,  nos atendimentos através dos passes, com movimentos que vai desde imposições de mãos, a movimentos, dos mais variados possíveis, segundo o método e as técnicas utilizadas. Assim também Dr. Lacerda desenvolveu algumas técnicas hoje amplamente divulgadas através de seus livros.

Da mesma forma que os passes são utilizados, por qualquer  seita ou religião, desde Reformistas até Umbandistas, da mesma forma, as técnicas Apométricas são utilizadas, por muitas pessoas, sem compromissos com o seu descobridor e  com o Espiritismo. Quando os neófitos espíritas começam a buscar o conhecimento doutrinário, se deparam com livros e associações de conteúdos e procedimentos duvidosos, assim também ocorre com a Apometria. A qual  não tem escapado da má fé, do interesse pessoal para obter lucros e prestígios, deturbando o trabalho de amor realizado pelo descobridor, o qual como espírita seguia o preceito evangélico do “dai de graça o que de graça recebestes”.

Da mesma forma em que há falsos profetas na doutrina espírita escrevendo livros, fazendo “curas”, autopromoções  com ideias exóticas, atribuindo mensagens  a espíritos de nomes veneráveis, mas sem conteúdo; a Apometria também não ficou de fora deste contesto, onde a imaginação não tem limites para os aproveitadores sem compromisso com a verdade. 

Vejamos como alguns espíritos veem a figura do Dr. Lacerda, tão desrespeitada por alguns, que chegaram até mesmo a gozar do privilégio de sua hospedagem: Diz Maria Modesto Cravo, pelo médium Wanderley de Oliveira, “Entre vocês encanados, Dr. Lacerda é conhecido, apenas, como o homem das técnicas; entre nós, ele é conhecido pelo grande amor que tem pelos seus semelhantes”.

* Médico Espírita Presidente da AME São Francisco.

Edgard Armond sugere que no resgate das desarmonias Kármicas, há quatro etapas a considerar: Conhecimento da desarmonia produzida, ou seja, da dívida, e esta para ser paga, é preciso que o devedor saiba o valor dela; Aquiescência em resgatá-la, pois toda criatura anseia pela paz, pela harmonia, pela felicidade; Valor da desarmonia, assim todas as desarmonias em que a humanidade se debate constituem sofrimento passivo, através do qual elas tomam conhecimento do processo kármico e das dívidas a resgatar durante a existência; e finalmente, o ressarcimento e este se entende pelo pagamento da dívida. Só existe uma moeda no Universo para o pagamento de qualquer dívida: O Amor. Neste nosso plano onde o amor pleno manifestado pelo Cristo é uma utopia aos seres humanos. Assim, o que existe entre nós são expressões de amor, representando um fio de contato com Deus. São exemplos de expressões de AMOR: a solidariedade; a paz; a fé; a serenidade; a humildade; o ouvir o próximo; o acalmar; o perseverar; e estas são as características dos grandes missionários da humanidade, portanto, ser missionário é estar na última fase do resgate kármico, na área onde causou a desarmonia. O conceito de missionário como sendo o espírito, sem nada dever à humanidade e mais nada tem a aprender neste mundo, e desta forma, nascer com um encargo, uma tarefa em especial, para ajudar o progresso, não é verdadeiro. Assim, missionários são pessoas que recebem missões em uma área de atividade na Terra, mas em outras estão ainda sujeitos a provas e expiações. Lembramos a figura ímpar de Chico Xavier, missionário da mediunidade, mesmo assim, expiou na área da saúde, sendo quase cego, bem como as provas suportadas devido às incompreensões humanas relacionadas à sua vida privada. A mediunidade como faculdade do ser humano, também esta sujeita à lei kármica, assim ela pode ser uma prova, uma expiação ou missão. No caso de ser uma prova ou uma missão, o espírito tem o livre arbítrio para o seu exercício, mas na mediunidade de expiação, existe uma cobrança da lei, tanto mais rigorosa, quanto for o desajuste causado. No nosso meio Espírita criou-se a crença de que a mediunidade é dor, sofrimentos e desajustes, isto devido principalmente a algumas leituras complementares como o Livro “Os Mensageiros” de André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Para reforçamos os conceitos, entendemos que a mediunidade pode ser: Natural, que é patrimônio do espírito, inerente ao seu progresso realizado, assim como alguns conquistaram o talento da inteligência, por exemplo; Prova é concedida aos espírito como oportunidade de trabalho, ajudando-o assim a sua evolução, mas este não é um espírito devedor para com a lei, no que tange à mediunidade; Tarefeiros ou Missionários são aqueles que devido as suas experiências anteriores, promovem no meio, onde são chamados a atuar, mudanças de paradigmas, passando a serem exemplos neste setor; Expiação, os médiuns apresentam a sensibilidade muito apurada, necessitam de atividades mediúnicas como fator de equilíbrio para sua vida espiritual, psíquica e material, desta forma, quando recusam a atividade mediúnica com Jesus, vão fazer parte dos incontáveis doentes mentais, apresentando inúmeras síndromes, que vão desde hipocondria até o total desiquilíbrio mental. Ressaltamos que muitas doenças mentais como a esquizofrenia, por exemplo, o desequilíbrio não se encontra no campo da mediunidade, mas sim, são inerentes a própria alma culpada e a alterações neuroquímicas. Para o terceiro milênio ressaltamos que mediunidade vai adquirir manifestações mais próximas a Natural, pois o planeta está passando de mundo de provas e expiação, a mundo de regeneração, portanto, as provas e expiações não existirão mais, é o que os espíritos têm chamado na atualidade, de Mediunidade de Parceria.

Por Pedro Francisco dos Santos Neto